Atenção a todos os visitantes

Grandes atrações:

Pedidos?

domingo, 28 de novembro de 2010

Solidariedade capitalista

Minha mãe assiste de Domingo aqueles programas que pessoas pobres ganham uma casa nova toda construída com a solidariedade das empresas fabricantes de materiais de construção.

A primeira vista, parece muito legal que pessoas necessitadas tenham esse privilégio.
Mas há um tempo atrás não tinha tanta ênfase em mostrar os produtos da empresa como hoje:

Diz o apresentador: O piso da casa é da marca XC, que também tem possui porcelatano, azuleijos e louças sanitárias, além de uma grande gama de produtos relacionados:

A tinta é da marca FG, que também tem em 9877545424 cores, tintas simples, acrílicas, aveludadas, texturas e muito mais. Marca FG, sempre com você

Ninguém quer ajudar ninguém aqui, todo mundo quer aparecer na tv e mostrar seus proutos pra vender mais. É muito mais fácil doar algumas centenas de pisos do que pagar um comercial pra mostrar esses produtos na tv.

Mais uma vez o dinheiro, e a ganância, a vontade de levar vantagem e tirar proveito de tudo imperam

Ninguém liga pra nada, nem pro próximo, só estamos interessados em ganhar mais e mais dinheiro, não importa o quanto imoral isso seja

terça-feira, 23 de novembro de 2010

João e o pé de verdinhas

Hoje ouvi a história de João e o pé de feijão contada para alunos de 3 e 4 anos por uma professora de educação infantil. Ouvi atentamente, e prestei atenção na entonação de voz da educadora. Conclui que a história é essencialmente capitalista.

Primeiro: João teve de vender a vaquinha por falta de dinheirinho para sustentar sua família, no money honey, então temos uma situação em que a pobreza extrema nos leva a atos desesperados para conseguir dinheiro para comprar "comidinha"

Segundo: João invade o castelo e apropria-se de bens do Gigante, sendo a harpa mágica e a galinha dos ovos de ouro. Isso é roubo, e é sutilmente incluindo num conto infantil

Terceiro: Após a batalha épica de João contra o Gigante no castelo que ficava no céu, João fica com a galinha dos ovos de ouro. Repetidamente o ouro representa valor, poder, como se quem o tivesse em abundância não precisaria se preocupar com alimento para sua família.

Conclusão: João entra na casa do gigante sem ser convidado, cometendo invasão de propriedade. Apropria-se de bens alheios, praticando o crime de furto. Depois com o machado, corta o pé de feijão para que o gigante despenque lá de cima e caia morto ao chegar ao chão. Homicídio, punido com 12 a 30 anos de prisão em regime fechado.

Uma história com pelo menos três crimes dos mais gravíssimos repudiados pela sociedade contemporânea, e ainda me dizem que isso é um conto infantil a ser contado para crianças?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Princípios da ignorância humana

01. Cada um só se importa com si mesmo

Ninguém pensa no bem comum, no que é bom para o coletivo, apenas no próprio umbigo. É como se tudo no mundo fosse extremamente meu e de mais ninguém. Ainda demonstra que mesmo adulto temos dentro de nós aquela fase infantil "do tudo meu".

02. Cada um quer sempre ser melhor do que os outros em todas as coisas

Temos uma necessidade idiota de queremos parecer melhores do que os outros. Queremos ter o melhor emprego, o melhor carro, as melhores roupas, e tudo mais. Isso só deixa claro o quanto somos arrogantes. E isso não basta, temos que mostrar, mostrar para todo mundo que temos. As vezes compramos as coisas não por nós, mas para ostentar

03. Todos querem parecer serem sofisticados e bem sucedidos

Mesmo sendo pessoas simples e pobres, pessoas comuns, queremos parecer bem sucedidos e esbanjar dinheiro para que os outros saibam que temos grana. Por isso compramos as roupas da moda, o tênis que todo mundo usa, a camisa a marca que é cool, e tudo mais. Vesimos o que a moda da tv diz, e não o que nos faz bem. Isso mostra o vazio das pessoas que querem parecer importantes e fazer parte de um grupo, pois o ser humano tem muita necessidade de ser aceito e aprovado em uma sociedade

04. A visão de mundo de cada pessoa se limita ao mundo em que ela vive
Cada pessoa tem a visão de mundo de acordo com seu cotidiano. Um pedreiro só vive para aquilo, um guarda também, cada um na sua profissão fechada, não conseguem ver o mundo na amplitude que ele é. Somente após a mudança de cotidiano e o crescimento pessoal, passamos a descobrir lentamente como tudo é muitíssimo mais amplo do que achavamos que era

Documentários em dvd