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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Passagem em Santo André sobre pra $2,90



Enquanto todo mundo estava comemorando e soltando fogos, dia 29 de Dezembro, sexta, foi assinado o decreto municipal que passa a passagem dos ônibus municipais de Santo André de 2,65 pra R$2,90, um reajusta de 9,4%. Em São Bernardo do Campo foi e 2,50 pra 2,90, um reajusta de 16%!!!

Em São Paulo vai de 2,70 para 3,00, aumento de 11,11%

Agora me digam qual trabalhador que teve 16% de reajuste??

Vamos as contas: se vc ganha $510 por mês e pega 2 ônibus (2,90x4x22) gastará R$255,2

E não me diga que a empresa de paga o transporte pela clt com os 6%, pois quem paga é vc!!!

Restam apenas 255 reais por mês, dá pra viver com isso? E ter educação, alimentação, lazer, emprego, saúde e segurança?

Melhor ir morar debaixo d ponte e deixar os 255 pra comprar comida!!


E o melhor de tudo é que não fazemos nada, está tudo ótimo, nunca protestamos, nada disso. O governo nos rouba na cara dura e não fazemos nada

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Há o que comemorar?

Há algum sentido em comemorar o ano novo, se amanhã vai ser tudo a mesma coisa?
Por um momento, quando os fogos estão estourando no céu, nos esquecemos de quem somos, e de onde estamos. Esse país chama-se Brasil. Onde os impostos corrompem seu salário, onde os políticos roubam na cara dura, ninguém faz nada e logo depois são reeleitos, onde a passagem de ônibus, de metrô e a gasolina sobem de hora em hora. Onde não se respeita ninguém, onde quem tem dinheiro dificilmente fica preso, onde se pode atropelar 10 ou 15 pessoas dirigindo alcoolizado e sair na mesma noite da delegacia. Chegamos ao limite do caos onde tudo que é repudiável está passando ser aceito por nós. Atropelou a família toda, mas é filhinho de papai, então tudo bem. Roubou milhões mas tem advogados influentes então vai permanecer livre. A justiça não funciona, a educação está abandonada, a segurança pior ainda e basta ligar a TV qualquer dia pra ver quem morreu na porta de hospital público por falta de atendimento médico.
Nosso país nos trata como lixo e ainda estamos comemorando? O que estamos comemorando? Eu realmente não sei.

Chega o fim do ano e somos impulsionados a comer panetone, a presentear até quem nós detestamos, a participar de festas quem nem queremos, a abraçar pessoas que mal conhecemos, tudo em nome de uma falsidade tão difundida que se você se coloca contra isso é visto como doido.
Não vejo nada que podemos comemorar, enquanto políticos se dão aumento de 60%, mendigam pra dar 30 ou 40 reais de aumento no salário mínimo. E nós adoramos isso, adoramos viver encostados em bolsas assistenciais que bancam o a ausência de planejamento familiar como se isso fosse uma grande comédia.

Amanhã vamos voltar para o mesmo emprego, a mesma vida de sempre. A virada do ano é como qualquer dia, assim como 31 de Janeiro pra 1 de Fevereiro.
O mesmo emprego onde somos obrigado a servir e cumprir ordens, mas pra quê? Pra ter dinheiro. Mas pra que precisamos ter dinheiro? Bem, se você tem dinheiro você faz parte da sociedade, se não tem vira mendigo e é classificado como um lixo. Que valor tem um homem desempregado?
Mas esse mundo capitalista nos obriga a trabalhar até 44h por semana por um salário miserável. Somos obrigados a aceitar tudo sem questionar. Se você se opõe a alguma coisa te dizem que você “não sabe o seu lugar”, que precisa mudar, senão coisas ruins podem acontecer. O trabalho está tão arraigado no capitalismo que não admite sinceridade nem verdade. Se você aponta as coisas erradas e diz a verdade sobre o que acontece no seu trabalho, é visto como um cara que dá problemas para os seus chefes. E quem são eles? A maioria pessoas velhas, de baixa escolaridade e que na grande parte do seu exercício de chefia apelam pra arrogância e ignorância para fazer valer o seu poder. “Faça isso senão eu ferro você!”. A arrogância é bem mais difundida que o bom senso. Enquanto chefes se preocupam com relatórios e estatísticas, os peões que produzem o que a empresa vende, recebem uma miséria de salário e são tratados como seres humanos de 2ª categoria.
Em todo lugar que vamos, temos que seguir as regras da casa. No emprego engolir sapos, fazer o joguinho deles, na escola seguir as orientações do professor, que raramente admitem idéias diferentes das que eles estão acostumados a fazer por décadas e décadas.
Quer ganhar dinheiro? então fique quieto e leve tudo numa boa. Não ligue para as mentiras, para as intrigas, para quem sobe pisando nos outros, para os arrogantes, para os que jogam sujo. E nunca, mais nunca fale algo pra questionar o que um chefe seu fez, serás visto como um rebelde que ameaçada toda a cadeia de hierarquia da empresa, pois a arrogância não admite sugestões, é tudo baseado no militarismo de dar ordens e cumpri-las. Siga as regras, e seja leal, que você terá seu salário, caso contrário vamos demitir você e tu serás um lixo. E nós suportamos tudo isso pois precisamos do dinheiro pra pagar nossas contas, pra viver, pra comer, pra morar, pra tudo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

So much trampo

Já faz muito tempo qe percebi que nossas vidas são só trabalho
Vc acorda cedo, vai trabalhar, geralmente enfrenta um caminho longo, e volta bem cansado a noite, só com vontade de cair na cama e dormir

Essa é a vida de muita gente, não temos tempo mais para nada
Vivemos praticamente só para trabalhar, pois sem trabalho vc não é nada, é um vagabundo, um lixo pra sociedade

A pessoa só tem valor se for economicamente ativa, nada que não é remunerado representa alguma coisa

Vivemos em função do dinheiro, fazemos tudo por dinheiro
Acordamos cedo, corremos pra chegar no horário, engolimos sapos de gente ignorante, e a tarde corremos pra chegar em casa pra descansar mais, pra no outro dia fazer tudo denovo

Toda nossa vida é trabalhar em busca do dinheiro

Aenas um papel, mas que tem mais valor que o ser humano
Roubamos e matamos nossos vizinhos, amigos e até familiares por causa dele

O dinheiro é o mal do século

domingo, 28 de novembro de 2010

Solidariedade capitalista

Minha mãe assiste de Domingo aqueles programas que pessoas pobres ganham uma casa nova toda construída com a solidariedade das empresas fabricantes de materiais de construção.

A primeira vista, parece muito legal que pessoas necessitadas tenham esse privilégio.
Mas há um tempo atrás não tinha tanta ênfase em mostrar os produtos da empresa como hoje:

Diz o apresentador: O piso da casa é da marca XC, que também tem possui porcelatano, azuleijos e louças sanitárias, além de uma grande gama de produtos relacionados:

A tinta é da marca FG, que também tem em 9877545424 cores, tintas simples, acrílicas, aveludadas, texturas e muito mais. Marca FG, sempre com você

Ninguém quer ajudar ninguém aqui, todo mundo quer aparecer na tv e mostrar seus proutos pra vender mais. É muito mais fácil doar algumas centenas de pisos do que pagar um comercial pra mostrar esses produtos na tv.

Mais uma vez o dinheiro, e a ganância, a vontade de levar vantagem e tirar proveito de tudo imperam

Ninguém liga pra nada, nem pro próximo, só estamos interessados em ganhar mais e mais dinheiro, não importa o quanto imoral isso seja

terça-feira, 23 de novembro de 2010

João e o pé de verdinhas

Hoje ouvi a história de João e o pé de feijão contada para alunos de 3 e 4 anos por uma professora de educação infantil. Ouvi atentamente, e prestei atenção na entonação de voz da educadora. Conclui que a história é essencialmente capitalista.

Primeiro: João teve de vender a vaquinha por falta de dinheirinho para sustentar sua família, no money honey, então temos uma situação em que a pobreza extrema nos leva a atos desesperados para conseguir dinheiro para comprar "comidinha"

Segundo: João invade o castelo e apropria-se de bens do Gigante, sendo a harpa mágica e a galinha dos ovos de ouro. Isso é roubo, e é sutilmente incluindo num conto infantil

Terceiro: Após a batalha épica de João contra o Gigante no castelo que ficava no céu, João fica com a galinha dos ovos de ouro. Repetidamente o ouro representa valor, poder, como se quem o tivesse em abundância não precisaria se preocupar com alimento para sua família.

Conclusão: João entra na casa do gigante sem ser convidado, cometendo invasão de propriedade. Apropria-se de bens alheios, praticando o crime de furto. Depois com o machado, corta o pé de feijão para que o gigante despenque lá de cima e caia morto ao chegar ao chão. Homicídio, punido com 12 a 30 anos de prisão em regime fechado.

Uma história com pelo menos três crimes dos mais gravíssimos repudiados pela sociedade contemporânea, e ainda me dizem que isso é um conto infantil a ser contado para crianças?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Princípios da ignorância humana

01. Cada um só se importa com si mesmo

Ninguém pensa no bem comum, no que é bom para o coletivo, apenas no próprio umbigo. É como se tudo no mundo fosse extremamente meu e de mais ninguém. Ainda demonstra que mesmo adulto temos dentro de nós aquela fase infantil "do tudo meu".

02. Cada um quer sempre ser melhor do que os outros em todas as coisas

Temos uma necessidade idiota de queremos parecer melhores do que os outros. Queremos ter o melhor emprego, o melhor carro, as melhores roupas, e tudo mais. Isso só deixa claro o quanto somos arrogantes. E isso não basta, temos que mostrar, mostrar para todo mundo que temos. As vezes compramos as coisas não por nós, mas para ostentar

03. Todos querem parecer serem sofisticados e bem sucedidos

Mesmo sendo pessoas simples e pobres, pessoas comuns, queremos parecer bem sucedidos e esbanjar dinheiro para que os outros saibam que temos grana. Por isso compramos as roupas da moda, o tênis que todo mundo usa, a camisa a marca que é cool, e tudo mais. Vesimos o que a moda da tv diz, e não o que nos faz bem. Isso mostra o vazio das pessoas que querem parecer importantes e fazer parte de um grupo, pois o ser humano tem muita necessidade de ser aceito e aprovado em uma sociedade

04. A visão de mundo de cada pessoa se limita ao mundo em que ela vive
Cada pessoa tem a visão de mundo de acordo com seu cotidiano. Um pedreiro só vive para aquilo, um guarda também, cada um na sua profissão fechada, não conseguem ver o mundo na amplitude que ele é. Somente após a mudança de cotidiano e o crescimento pessoal, passamos a descobrir lentamente como tudo é muitíssimo mais amplo do que achavamos que era

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